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“Vamos combater fortemente”, diz presidente da Fiesp sobre IOF


O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, classificou o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como “absurdo” e prometeu combater a medida “fortemente”.

Josué Gomes disse ainda que acredita na reversão do aumento e explicou que o reajuste do IOF prejudica as empresas, que já são afetadas pelos juros altos. Além disso, segundo o presidente da Fiesp, por se tratar de um tributo “quase que cumulativo”, o aumento do IOF pune as cadeias de produção mais longas.

“Acredito que será revertida, porque ela não tem cabimento. Nós lutamos 30 e poucos anos para acabar com os impostos indiretos cumulativos, e aí vem o IOF aumentando […] Então, isso é um absurdo, nós vamos combater fortemente”, disse Josué Gomes durante encerramento de um evento na Fiesp, nesta terça-feira (27).

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“Todos nós precisamos dar as mãos para, assim como fizemos no Plano Real como sociedade, e conseguimos pôr fim ao flagelo que era a hiperinflação, que a gente consiga também, finalmente, fazer com que o Brasil passe a ter taxas de juros normais para um país riquíssimo”, continuou.

Aumento no IOF teve aprovação de Lula

No domingo (25), em entrevista ao jornal O Globo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o decreto que reajustou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e causou confusão, na semana passada, foi debatido na mesa do presidente Lula (PT).

Após a repercussão negativa da medida, Haddad recuou, ao menos parcialmente, e resolveu retomar a isenção do IOF nos investimentos no exterior feitos por fundos brasileiros.

Oposição quer revogar aumento de impostos

Ainda na sexta-feira (23), o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, apresentou um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para barrar os efeitos dos decretos do governo Lula que aumentam as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre crédito, câmbio e remessas ao exterior.

Na justificativa do projeto, Rogério Marinho afirma que as medidas desconsideram o impacto sobre a política monetária e cambial. 

O líder da oposição também alerta para o vício formal e material nos atos normativos. Marinho sustenta que o governo extrapolou a natureza extrafiscal e regulatória do imposto ao adotá-lo como medida central para o equilíbrio fiscal de curto prazo, “o que reduziria a necessidade de contingenciamento por meio de medida puramente arrecadatória.”

Presidente da Câmara criticou o aumento no IOF

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que “o Brasil não precisa de mais imposto. Precisa de menos desperdício”. A mensagem, publicada em suas redes sociais, na segunda-feira (26), foi vista como um recado ao governo Lula por conta do recente anúncio do aumento do IOF.



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