O ENTRE NÓS é um projeto idealizado e conduzido por Charliane Sousa, que assumiu, fora de qualquer cargo público, um papel contínuo de fiscalização, organização de fatos e tradução da política local para a sociedade itabunense. O que começou como um espaço de debate passou a se tornar referência pública, inclusive para quem decidiu buscar o caminho jurídico diante de irregularidades expostas.
Em Itabuna, o podcast ocupou um vazio histórico, o da comunicação política feita com base em documentos, atos oficiais e fatos verificáveis, sem adjetivações gratuitas e sem proteção a interesses de bastidores.
A condução de Charliane Sousa
À frente do Entre Nós, Charliane imprimiu uma linha clara, informação responsável, rigor técnico e compromisso com o interesse público. Sua experiência como ex-vereadora e sua formação técnica permitiram identificar padrões administrativos, falhas de rito e decisões com impacto direto no bolso e na vida da população.
O diferencial sempre foi a postura. Não houve denúncias vazias, mas leitura crítica de contratos, decisões judiciais, atos do Executivo, votações da Câmara e políticas públicas mal executadas. Esse método fez com que o conteúdo extrapolasse o debate político e passasse a ser utilizado como base informativa em representações e ações judiciais.
A contribuição de Joãozão na fase inicial

Na fase inicial do podcast, a presença de Joaozão foi fundamental para aproximar temas técnicos da linguagem popular. Joãozão ajudou a traduzir para o cotidiano assuntos complexos como tarifas públicas, funcionamento da Câmara e impactos das decisões administrativas, ampliando o alcance do programa junto à população.
Sua saída do Entre Nós ocorreu exclusivamente por uma oportunidade de trabalho, de forma transparente e sem qualquer ruptura editorial. Sua participação deixou uma marca importante na consolidação do podcast como espaço de diálogo acessível e crítico.
A chegada de Marcos Pastor e o reforço investigativo

Em um segundo momento, o Entre Nós passou a contar com a participação de Marcos Pastor, profissional com histórico no jornalismo local e atuação crítica na cobertura da gestão pública. Sua chegada fortaleceu o aprofundamento documental e investigativo do podcast, ampliando a leitura jurídica e administrativa dos fatos abordados.
Com Marcos, o Entre Nós passou a integrar de forma ainda mais consistente notícias, bastidores, documentos e contexto histórico, reforçando o caráter informativo e o lastro das pautas tratadas.
Principais denúncias e temas que ganharam repercussão
Entre os assuntos mais relevantes abordados pelo Entre Nós estão os reajustes das tarifas de água e esgoto e a atuação da EMASA, com questionamentos sobre legalidade, proporcionalidade e impacto social. Casos graves na saúde pública, como atrasos em hemodiálise, superlotação e falhas institucionais, também foram expostos com cuidado jurídico e foco na responsabilidade do poder público.
O podcast ainda tratou de contratos públicos e licitações com indícios de fragilidade técnica, da condução da Câmara Municipal com atropelo de rito legislativo, de reajustes e projetos que geram despesa ao contribuinte, além da gestão cultural, incluindo a atuação da FICC, a aplicação da Lei Aldir Blanc e o abandono de equipamentos culturais.
Esses conteúdos, organizados de forma clara e fundamentada, passaram a ser utilizados como referência por cidadãos, profissionais do direito e entidades que decidiram formalizar denúncias, representações e ações judiciais.
Quando informar gera consequência
O Entre Nós nunca se propôs a acusar ou condenar. O compromisso sempre foi expor fatos públicos, explicar documentos e permitir que a sociedade decidisse como agir. O resultado foi natural. Quando a informação é sólida, ela não fica restrita ao microfone.
O Entre Nós segue como isso, um espaço de registro público, memória política e ferramenta cidadã. Não por intenção de confronto, mas porque fatos bem expostos não aceitam mais o silêncio como destino.

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