A imagem resume bem a estrutura de gastos que sustenta a atual gestão em Itabuna. No topo, o prefeito. Abaixo, as camadas que mais consomem recursos públicos e incham a máquina administrativa.
Nos últimos cinco anos, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do Município, a folha de pagamento aparece de forma recorrente como a maior despesa anual da Prefeitura. Somados salários, encargos, férias e décimo terceiro, os valores acumulados chegam à casa de centenas de milhões de reais no período.
Logo abaixo estão os comissionados e cargos de confiança, despesas que não dependem de concurso público e crescem por decisão política. Esse grupo teve aumento constante ao longo dos anos, ampliando o custo mensal da administração sem que isso se traduza, na mesma proporção, em melhoria dos serviços prestados à população.
Outra fatia relevante do orçamento está nos contratos de serviços. Limpeza urbana, locações, serviços terceirizados e contratos continuados concentram pagamentos elevados ano após ano, muitas vezes com aditivos e renovações automáticas, o que dificulta o controle social.
Na base da pirâmide está o asfalto, uma das despesas mais visíveis e também uma das mais caras. Obras de pavimentação consomem milhões, especialmente em períodos pré-eleitorais, e exigem fiscalização rigorosa sobre medições, qualidade e durabilidade.
Os números exatos estão disponíveis para consulta pública, ano a ano, no Portal da Transparência. O que a imagem expõe é o modelo, uma máquina pesada, custosa e sustentada por gastos permanentes, cuja conta final recai sempre sobre a população.

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