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Lar Política Afrouxem os cintos, a reforma sumiu – 29/04/2025 – Dora Kramer
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Afrouxem os cintos, a reforma sumiu – 29/04/2025 – Dora Kramer

Não faz muito tempo porta-vozes governistas diziam haver dois remédios para a crise de popularidade: melhorar a comunicação e dar um trato no visual do ministério.

A primeira medicação (placebo?) segue sendo aplicada à espera da recuperação do paciente, mas a segunda parece suspensa. Se temporária ou definitivamente, as circunstâncias vão se encarregar de nos informar.

Reformas, sabemos, costumam atrasar e a anunciada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), para o dia 21 de janeiro último, não foge à regra. Mais de três meses depois, tivemos remendos pautados por emergências, mas sobre o início ou mesmo a realização da obra não se tem mais notícia.

Fica a dúvida: terá havido desistência ou se trata apenas de uma pausa para meditação e, quem sabe, refletir a respeito da eficácia da reformulação frente ao objetivo de curar o mal-estar da população?

Considerando que o critério das presumidas trocas na equipe presidencial seria a obtenção de benefícios —eleitorais, mas não só— ao governo, excluída a melhoria concreta do serviço ao público, pouco ou nenhum efeito direto teria sobre os índices das pesquisas.

A insatisfação das pessoas não tem se relacionado com o desempenho de ministros. Se perguntarmos a aglomerados de gente na estação Sé do metrô (SP) ou no mercadão de Madureira (RJ), um ou outro brasileiro saberá o nome de alguns deles. A fuxicada de Brasília não conta no Brasil real, onde as pesquisas medem a avaliação de governos.

Da ótica interna, cujo foco é a conquista de amizades no Congresso com a esperança de evolução para casamentos em 2026, não há amor verdadeiro em jogo. A parcela do centrão que aderiu ao governo não o fez por boniteza, mas por precisão, tal o sapo de Guimarães Rosa.

Esse pessoal quis, e obteve, vantagens e visibilidade sem assinar contrato de garantia de fidelidade no caso de adversidades incontornáveis. É o tal negócio: conforme a vida ensina, a necessidade é madrasta e para lá de traiçoeira.


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