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Alessandro Vieira representa na PGR contra ministro Jhonatan de Jesus, do TCU



O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolou nesta quarta-feira (7) uma representação ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, contra o ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU). Vieira suspeita de abuso de autoridade nas ações do TCU relacionadas à investigação do caso de liquidação do Banco Master.

Desde dezembro, o TCU vem levantando suspeitas sobre a atuação do Banco Central (BC) no caso, num comportamento que vem sendo interpretado como uma tentativa de salvar Daniel Vorcaro, banqueiro com um relacionamento estreito com políticos influentes.

Vieira foi duro em sua postagem, classificando como “absolutamente inconstitucional” a atuação do ministro do TCU, “colocando em risco a credibilidade do Banco Central e do sistema financeiro nacional”.

A movimentação é mais um capítulo da disputa entre poderes que circunda a decisão inédita TCU de questionar a liquidação do Banco Master pelo BC. A pressão institucional pode ter sido reforçada por campanhas digitais coordenadas que buscaram descredibilizar o órgão regulador e influenciar a opinião pública para um resultado que pode levar à reversão da liquidação do Master.

Decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, a liquidação do Master ocorreu paralelamente à Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investigou a emissão de títulos falsos e outros crimes financeiros. Na mesma época, o controlador Daniel Vorcaro tentou deixar o país e acabou preso.

Contrato milionário

A teia de acontecimentos em torno da liquidação do Master teve um importante desdobramento: a descoberta de um contrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos, de acordo com uma das provas apreendidas pela Polícia Federal durante a operação Compliance Zero, no final do ano de 2025.

Tal descoberta inaugurou um movimento da oposição ao governo, que tenta a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito e um pedido de impeachment para Moraes.



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