O Banco Central do Brasil decretou nesta quinta (15) a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., nova denominação da Reag Investimentos, investigada por suspeita de gerir fundos de investimentos com recursos do PCC e, mais recentemente, com o Banco Master.
“A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN (Sistema Financeiro Nacional)”, afirmou a autoridade monetária em nota (veja na íntegra mais abaixo).
Segundo o Banco Central, a CBSF detém menos de 0,001% dos ativos em corretoras. A empresa, ainda denominada como Reag, chegou a abrir capital na B3, a bolsa de valores de São Paulo, no começo do ano passado.
A Gazeta do Povo procurou a CBSF DTVM e aguarda retorno.
O ex-CEO da Reag, João Carlos Mansur, foi um dos alvos da segunda fase da operação Compliance Zero, realizada nesta quarta (14) pela Polícia Federal e que mirou parentes e aliados do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em agosto do ano passado, a Reag entrou na mira da Polícia Federal pela suspeita de gerir fundos de investimentos utilizados pelo PCC, descobertos durante a Operação Carbono Oculto.
Veja abaixo o comunicado completo do Banco Central sobre a liquidação da CBSF DTVM, antiga Reag Investimentos:
O Banco Central do Brasil decretou nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (nova denominação de Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.), com sede em São Paulo (SP).
Trata-se de instituição enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial, representando menos de 0,001% do ativo total ajustado do Sistema Financeiro Nacional.
A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN.
O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.
Mais informações em instantes.


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