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Lar Política Bolsonaro em Copacabana: Morador critica anistia com faixa – 17/03/2025 – Poder
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Bolsonaro em Copacabana: Morador critica anistia com faixa – 17/03/2025 – Poder

Há um ano, o estudante João Pedro Fagundes, 18, foi surpreendido às 6h com os testes dos carros de som para um ato de Jair Bolsonaro na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, contra o ministro Alexandre de Moraes, no STF (Supremo Tribunal Federal).

No último domingo (16), ele decidiu se preparar ao saber que o local receberia de novo o ex-presidente e seus apoiadores, desta vez em favor do projeto de lei para anistia dos presos pelos atos golpistas do 8 de janeiro

Ao tomar conhecimento, na sexta-feira (14), de que os bolsonaristas retornariam aos montes para o local, decidiu se contrapor ao apoio ao projeto. Instalou nas janelas do apartamento em que mora com o pai e a madrasta a expressão “sem anistia”, que acabou emoldurando imagens do discurso de Bolsonaro.

“É importante ter essa mensagem, para que os golpistas que tentaram e fracassaram sejam colocados na página dos vilões da nossa história. Para que não se repita”, disse ele nesta segunda-feira (17), após um dia de trote no ingresso para a Faculdade de Direito da UFRJ.

Filiado ao PT há dois anos e ex-presidente do grêmio estudantil de uma escola privada da zona sul do Rio de Janeiro, Fagundes afirma que sua pauta é suprapartidária.

“É algo tão básico. Por isso é uma pauta suprapartidária para além de ser militante do PT. É triste remontar à Lei da Anistia. Em 1979, quando teve a lei da anistia, naquele contexto foi importante. Apesar de ter perdoado também os militares, as pessoas que estavam exiladas puderam retornar ao país. Mas a ditadura nunca foi trabalhada nas escolas. O resultado disso é que três décadas depois elegemos um defensor a ditadura militar“, afirmou o estudante.

No ano passado, ao ser surpreendido com o ato na frente de seu apartamento, ele e o pai, que pediu para não ter o nome divulgado, tremularam faixas vermelhas para se contrapor aos bolsonaristas. Ele conta ter recebido de volta gestos obscenos com o dedo e tentativas de filmagem até por drone.

Fagundes diz que as reações foram semelhantes este ano, o que ele vê com naturalidade.

“Foi tudo dentro do campo democrático, apesar da pauta que eles defendiam. Dentro do jogo, normal”, disse ele.

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