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Brasil cria 137 mil empregos formais em janeiro e ministro reclama do mercado



O Brasil criou 137 mil empregos formais no mês de janeiro de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregrados (Caged) divulgados nesta quarta (26). O saldo foi positivo, mas não supriu a perda de mais de 500 mil postos de trabalho em dezembro.

Segundo o balanço do Ministério do Trabalho e Emprego, em janeiro ocorreram 2,27 milhões de contratações e 2,13 milhões de demissões. Ao todo, o Brasil terminou o mês de janeiro com 47,34 milhões de empregos com carteira assinada, resultado maior do que em dezembro (47,2 milhões) e janeiro do ano passado (45,69 milhões).

“Na segunda-feira (24), eu disse que janeiro iriamos com mais de 100 mil no positivo e estranhei o aspecto que parece que o tal do mercado ficou nervosinho porque incapacitados que são de fazer projeções que correspondam com a realidade do Brasil”, reclamou o ministro Luiz Marinho.

De acordo com ele, o “tal de mercado” está projetando para baixo o crescimento do PIB no país neste ano assim como, diz, teria ocorrido em 2023.

“O mundo não se faz apenas pela macroeconomia, tem uma coisa chamada microeconomia que reage com as políticas públicas e o aumento real do salário mínimo. […] Esse é o verdadeiro mercado, não esse que estão reunidos na Faria Lima, sei lá onde, e que só projeta baboseira e ultimamente só tem falado baboseira. E os ataques especulativos que acontecem muitas vezes e que aconteceram no final do ano”, disparou Marinho.

Analistas de mercado projetavam uma criação menor de vagas como um sinal de desaquecimento da economia frente à alta taxa de juros a 13,25% para segurar a inflação, o que acabou não ocorrendo.

O resultado no mês, no entanto, foi menor do que no mesmo mês do ano passado, quando teve um saldo de 173,2 mil vagas, e o pior em dois anos – foram 90,1 mil vagas criadas em janeiro de 2023.

Dos cinco setores apurados pelo Caged, apenas o comércio registrou um saldo negativo em janeiro, com 52,4 mil empregos a menos. Já a indústria liderou a criação de novas vagas, com 70,4 mil, seguida pelos serviços (45,1 mil), construção (38,3 mil) e agropecuária (35,7 mil).

“A indústria vem com processo contínuo de crescimento. Emprego na indústria, sem desmerecer em absoluto as outras atividades econômicas, tem maior tempo de duração. Nos outros setores a rotatividade é maior”, afirmou o ministro.

Ainda segundo o cadastro, a região Sul liderou a criação de empregos no mês, com um saldo positivo de 65,7 mil vagas. Na sequência, aparecem o Centro-Oeste (44,3 mil), o Sudeste (27,7mil) e o Norte (1,9 mil). Já o Nordeste teve o fechamento de 2,6 mil empregos.

Já o salário médio de admissão ficou em R$ 2.251,33 em janeiro, contra R$ 2.162,32 em dezembro e de R$ 2.210,58 em janeiro do ano passado.



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