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Brasil pode articular reação às tarifas dos EUA com outros países



O governo brasileiro pode tentar articular com outras nações uma resposta às tarifas anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, aos países exportadores de aço e alumínio para os Estados Unidos, segundo Celso Amorim, assessor para assuntos especiais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Nós temos que pensar, talvez a gente possa coordenar com outros países que também foram tarifados”, disse Amorim durante participação na Conferência de Segurança de Munique nesta sexta-feira (14).

No fórum em Munique, na Alemanha, o ex-chanceler afirmou que o Brasil, em um primeiro momento, vai tentar negociar diretamente com empresas americanas que “dependem do aço que compram do Brasil”.

“Muitas empresas nos Estados Unidos dependem do aço que elas compram do Brasil, então elas são nossas parceiras. Nós vamos tentar conversar com elas para ver se conseguimos chegar a alguma negociação. A negociação é sempre melhor”, afirmou.

O presidente Donald Trump oficializou, na última segunda-feira (10), a aplicação de uma tarifa de 25% às importações de aço e de alumínio aos EUA, que entrará em vigor em 12 de março. Ainda que analistas internacionais avaliem que a medida tenha como um de seus principais alvos a China, que atualmente produz mais aço e alumínio que todo o restante do mundo, as novas alíquotas também vão atingir a indústria brasileira.

Celso Amorim também criticou a iniciativa de Donald Trump durante seu primeiro mandato de enfraquecer o órgão de apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC), que deveria ser o ambiente ideal para discutir impasses comerciais entre países.

“[Poderíamos] Ir para a OMC e pedir por um mecanismo de solução de disputas, mas, infelizmente, os EUA, no primeiro governo Trump enfraqueceu [essa iniciativa], então não funcionaria”, declarou Amorim.

Para o assessor especial para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as recentes iniciativas adotadas pelo líder republicano “não foram bem recebidas”. Amorim se referiu tanto às tarifas quanto o encerramento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), acusada pelo governo Trump de ter promovido ações de caráter ideológico com o uso do dinheiro do contribuinte norte-americano.



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