Em entrevista recente, Ivan Maia, presidente da EMASA, afirmou que o Carnaval em Itabuna só estaria sendo possível graças ao programa Mais Água inaugurado em julho. A declaração tenta transformar um serviço essencial em peça de propaganda institucional.
Abastecimento de água não é favor nem conquista política. É obrigação legal do poder público. Vincular a realização de uma festa à suposta regularidade do sistema não substitui dados técnicos nem comprova estabilidade no fornecimento.
Até o momento, a EMASA não apresentou relatórios públicos que demonstrem abastecimento contínuo em todos os bairros, redução efetiva da intermitência ou estudos que comprovem a capacidade do sistema para suportar picos de consumo em eventos de grande porte.
Carnaval não é laudo técnico.
Discurso não é evidência.
O que a população precisa não é de narrativa, mas de transparência, planejamento e informações verificáveis sobre um serviço que todos pagam e do qual todos dependem.
Perguntas que a EMASA precisa responder
- Quais bairros têm abastecimento contínuo atualmente?
- Qual o índice real de intermitência após julho?
- Existem relatórios técnicos públicos que comprovem a regularidade do sistema?
- Houve estudo de impacto para o aumento do consumo durante o Carnaval?
- Onde esses dados podem ser consultados pela população?
Água não se comemora.
Água se garante.

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