O que está sendo compartilhado nas redes por lideranças e fiéis cristãos não é ataque político, é frustração pública. O Celebra Itabuna 2025, evento organizado pela FICC virou símbolo de descaso, improviso e prioridades distorcidas.
Vídeos e relatos mostram um evento realizado sem palco adequado, sem estrutura compatível e montado sobre trio elétrico, algo incompatível com a importância que o próprio governo atribui a eventos oficiais. A crítica central é objetiva. Quando é Itapedro, há palco, investimento, produção e marketing. Quando é Celebra, sobra improviso.
A responsabilidade direta recai sobre o presidente da FICC, Aldo Rebouças, que mais uma vez demonstra incapacidade de planejar e executar eventos públicos com critérios técnicos, isonomia e respeito ao público envolvido. A ausência de transparência sobre orçamento, estrutura contratada e decisões operacionais apenas aprofunda o problema.
Mas a crítica não para aí. O prefeito Augusto Castro permitiu que o evento fosse instrumentalizado politicamente, com uso do palco para promoção da primeira-dama, enquanto o evento em si carecia do mínimo de organização. Isso não é valorização da fé, é uso simbólico de um espaço religioso para fins de imagem.
O ponto mais grave é que as críticas não vieram da oposição, vieram dos próprios cristãos, artistas gospel, lideranças e participantes. Quando a base que deveria se sentir representada se manifesta publicamente contra o formato e a condução do evento, o alerta está dado.
Celebra não fracassou por falta de fé. Fracassou por falta de gestão, respeito e prioridade clara. E quando um governo trata eventos públicos com dois pesos e duas medidas, a população percebe. E reage.
O silêncio institucional até agora só confirma o problema.

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