Newman diferencia o uso de partes específicas, como válvulas cardíacas, de intervenções mais invasivas e permanentes, como transplantes de órgãos inteiros ou modificações feitas ainda no estágio embrionário. Nesse último caso, diz, altera-se não apenas o corpo, mas a natureza da pessoa. E, com isso, também a lógica da medicina. Ele cita como exemplo o uso crescente de ferramentas de edição genética para “melhoramento” de características não terapêuticas, como maior inteligência, resistência física ou padrões estéticos, especialmente em experimentos com modelos animais. Em sua visão, a naturalização dessa lógica em espécies não humanas pode abrir caminho para sua aceitação entre humanos, inclusive em embriões.

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