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Correios têm prejuízo de R$ 6 bilhões em 2025



Os Correios informaram nesta sexta-feira (28) que o prejuízo acumulado em 2025 chegou a R$ 6 bilhões até setembro. O valor é quase o triplo do registrado para o mesmo período do ano passado, quando o rombo bateu R$ 2,1 bilhões. No primeiro semestre deste ano, o prejuízo acumulado foi de R$ 4,3 bilhões.

A estatal apontou que o resultado negativo é uma consequência da queda acentuada na receita, impulsionada por serviços internacionais, e um disparo nas despesas operacionais e financeiras, especialmente aquelas relacionadas a passivos judiciais e encargos da dívida.

Os Correios tiveram um prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024, resultado quatro vezes pior do que o registrado em 2023. Desde então, a situação da estatal piorou. Segundo as demonstrações financeiras, o prejuízo no terceiro trimestre foi R$ 1,6 bilhão, contra um resultado negativo de R$ 785,5 milhões no mesmo período do ano passado.

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A receita líquida de vendas e serviços caiu 12,7% na comparação dos primeiros nove meses de 2024 e 2025, de R$ 14,1 bilhões para R$ 12,3 bilhões. O principal motor dessa retração foi o segmento internacional.

Em contrapartida, as despesas gerais e administrativas aumentaram de R$ 3,1 bilhões (2024) para R$ 4,8 bilhões (2025). Os gastos com precatórios e Requisições de Pequeno Valor (RPVs) disparou de R$ 483,6 milhões, em 2024, para R$ 2,1 bilhões, em 2025.

Este aumento deve-se principalmente ao crescimento no número de decisões judiciais definitivas, em grande parte de natureza trabalhista, que resultaram em ordens de pagamento emitidas pelos tribunais.

O custo dos produtos vendidos e dos serviços prestados aumentou, em parte, devido ao incremento nos custos com pessoal, motivado pelo reajuste salarial de 4,11% estabelecido no Acordo Coletivo de Trabalho 2024/2025, e pelos desembolsos gerados pelo Plano de Demissão Voluntária (PDV/2024).

De acordo com o relatório, a obrigação de universalização no oferecimento de serviços postais resulta em rigidez de custos, pois a empresa deve atender todos os municípios, independentemente da demanda ou rentabilidade. 

A estatal afirma que enfrenta a intensificação da concorrência em segmentos de maior rentabilidade, como a logística, onde operadores privados usam modelos de negócios mais dinâmicos e flexíveis.

Plano de reestruturação 

Em setembro, o Conselho de Administração dos Correios aprovou a indicação do economista Emmanoel Schmidt Rondon para a presidência da empresa. O plano de recuperação foi aprovado no último dia 21.

O objetivo é recuperar a eficiência operacional e preparar a estatal para um crescimento sustentável. Além disso, a empresa pretende captar R$ 20 bilhões com um consórcio de bancos até o final deste mês.

O plano está organizado em três fases:

  • Estabilização: recuperar a liquidez da empresa e estabilizar as receitas, intensificando as ações após a aprovação da captação de recursos de terceiros;
  • Reorganização e modernização (2026-2027): aumentar receitas e a redução de despesas estruturais, incluindo a reorganização de unidades de baixa eficiência, modernização de sistemas e a redução do déficit do Postal Saúde;
  • Crescimento (A partir de 2027): foco em parcerias estratégicas, adoção de tecnologia de ponta e ampliação da competitividade no mercado logístico.



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