No dia 24 de dezembro, véspera de Natal, a Prefeitura de Itabuna publicou um pacote enorme de leis que vai impactar a cidade a partir de 2026. Tudo saiu no Diário Oficial de uma vez só, quando a maioria da população estava ocupada com as festas, viagens e a correria de fim de ano .
Na prática, muita coisa foi decidida sem que o povo soubesse.
Entre essas decisões estão criação de pagamentos extras para órgãos administrativos, mudanças em cargos comissionados, ajustes na estrutura da Câmara e alterações que mexem no bolso do município. Tudo isso gera custo, e quem paga essa conta, no final, é sempre o cidadão.
Enquanto isso, os problemas do dia a dia continuam. Falta atendimento em postos de saúde, a educação enfrenta dificuldades e o transporte público segue longe do ideal. Mesmo assim, a prioridade da gestão foi arrumar a casa por dentro, garantindo benefícios e reorganizando cargos.
Algumas leis até são boas, como farmácias funcionando 24 horas, pagamento da passagem por Pix e regras para impedir a contratação de pessoas condenadas por violência contra a mulher. Mas essas medidas foram colocadas no meio de um pacote pesado, o que acaba escondendo decisões que deveriam ser mais discutidas com a população.
Outro ponto que incomoda é que quase tudo só começa a valer em 2026. Ou seja, a conta ficou para depois. Não explicaram quanto isso vai custar por mês, nem de onde vai sair o dinheiro, nem quais serviços podem perder recursos por causa dessas escolhas.
Tudo pode até estar dentro da lei. Mas governar não é só cumprir papel. É ter coragem de explicar, ouvir o povo e escolher o que é mais urgente.
No fim, fica a pergunta que todo cidadão tem o direito de fazer: por que decisões tão importantes foram tomadas em silêncio, enquanto os problemas da cidade continuam batendo à porta de quem mais precisa?

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