By: in9web | Marcos Pastor
sábado , 10 janeiro 2026
| Reage Itabuna | Marcos Pastor
Lar Economia Governo tem rombo de R$ 59 bi em julho por precatórios e reajuste de servidores
Economia

Governo tem rombo de R$ 59 bi em julho por precatórios e reajuste de servidores


As contas do governo central fecharam julho com déficit primário de R$ 59,1 bilhões de acordo com informações divulgadas nesta quinta (28) pelo Tesouro Nacional. O valor representa o segundo pior resultado da série histórica para o mês, iniciada em 1997, ficando atrás apenas de 2020 quando o rombo atingiu R$ 87,8 bilhões.

Segundo o Tesouro, o desequilíbrio foi impulsionado principalmente pelo pagamento de precatórios, que pressionaram as despesas com benefícios previdenciários e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), e o reajuste linear aos servidores públicos federais. O salário mínimo e o aumento no número de beneficiários também elevaram o peso sobre as contas públicas.

As estatísticas do governo central englobam Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social. Em julho, o déficit do Tesouro e do BC somou R$ 16,4 bilhões, enquanto a Previdência respondeu por R$ 42,7 bilhões do resultado negativo.

“Os resultados são consistentes. Já com o pagamento de precatórios, o resultado primário [deste] ano já é melhor do que do ano anterior. É um processo de recuperação gradual”, afirmou Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional.

VEJA TAMBÉM:

Os dados apresentados pelo Tesouro apontam que o déficit primário chegou a R$ 70,3 bilhões no acumulado de janeiro a julho, número menor que o do mesmo período de 2024, quando atingiu R$ 76,2 bilhões. Em 12 meses, o rombo equivale a R$ 34,1 bilhões, ou 0,3% do PIB.

A alta das despesas no mês, de 28,3% em comparação a julho do ano passado, totalizou R$ 57,4 bilhões adicionais. Já a receita líquida teve avanço bem menor, de 3,9%, o que corresponde a R$ 7,6 bilhões.

Do lado da arrecadação, o destaque foi a elevação de 5,8% nas chamadas receitas administradas, como impostos e tributos. O aumento foi puxado principalmente pelo recolhimento maior da pessoa jurídica, favorecido por pagamentos extraordinários de instituições financeiras.

Para o 3º bimestre de 2025, a projeção do Tesouro é de um déficit acumulado de R$ 74,9 bilhões. Desse total, R$ 48,6 bilhões não entram no cálculo da meta fiscal, pois se referem a despesas extraordinárias, como precatórios e créditos para ressarcir segurados do INSS que sofreram descontos indevidos.

O pagamento dessas compensações somou R$ 908,4 milhões em julho. Apesar disso, o gasto com créditos extraordinários foi menor do que o registrado no ano passado, quando as despesas cresceram para enfrentar os efeitos das chuvas no Rio Grande do Sul.

Ceron também antecipou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, previsto para ser apresentado nesta sexta-feira (29), virá com previsão de receitas destinadas ao cumprimento das metas fiscais.



Source link

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Economia

Defesa de Vorcaro nega pedido de envio de investigações ao STF

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou neste sábado...

Economia

Trump blinda receitas do petróleo da Venezuela com decreto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto neste sábado...

Economia

Joesley Batista tentou convencer Maduro a se exilar na Turquia

Antes da intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na...

Economia

Auditores do TCU descartam negligência do BC sobre banco Master

Um parecer técnico sigiloso da Audbancos, unidade especializada do Tribunal de Contas...