Procedimento essencial foi adiado apesar de prescrição médica, levantando questionamentos sobre o funcionamento do serviço de hemodiálise da unidade
O Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, é alvo de questionamentos após atraso na realização de hemodiálise, tratamento vital para pacientes com insuficiência renal.
O caso envolve o paciente Railan dos Anjos Lima, de 20 anos, internado na unidade e com indicação médica para realização regular do procedimento. Mesmo com a prescrição, a sessão prevista para esta data foi adiada, segundo informações repassadas no próprio hospital, sob alegações como indisponibilidade de equipamentos e falta de profissionais para operar as máquinas.
Tratamento que não pode esperar
A hemodiálise é um procedimento indispensável para pacientes renais e não pode ser tratada como atendimento eletivo. O atraso no tratamento pode provocar agravamento do quadro clínico, alterações cardíacas, mal-estar intenso e outras complicações graves.
Registros hospitalares confirmam que o paciente está internado e sob responsabilidade direta da unidade, o que reforça o dever do Hospital de Base em garantir a continuidade do tratamento prescrito pela equipe médica.
Há ainda relatos de falta de medicamentos básicos para controle clínico do paciente, o que teria levado à necessidade de aquisição por conta própria, situação incompatível com o atendimento público de saúde.
O que determina a lei
A Constituição Federal estabelece que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo acesso ao tratamento adequado e em tempo oportuno.
A Lei nº 8.080/1990, que rege o Sistema Único de Saúde, assegura assistência integral, inclusive procedimentos de alta complexidade como a hemodiálise.
O atraso injustificado em tratamento essencial pode caracterizar falha na prestação do serviço público de saúde, passível de apuração pelos órgãos de controle e fiscalização.
Alerta sobre o serviço de hemodiálise
O episódio não aponta apenas para um caso isolado. Há relatos de que outros pacientes também enfrentam atrasos semelhantes, o que levanta preocupação sobre a estrutura, a gestão e a regularidade do serviço de hemodiálise no Hospital de Base de Itabuna.
Quando procedimentos vitais passam a depender de justificativas recorrentes ou adiamentos sucessivos, o problema deixa de ser pontual e passa a exigir respostas institucionais.
Cobrança por esclarecimentos
Diante da gravidade da situação, é necessário posicionamento da:
• Direção do Hospital de Base
• Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna
• Secretaria Municipal de Saúde
sobre as causas dos atrasos, a condição dos equipamentos, a disponibilidade de profissionais e quais medidas imediatas estão sendo adotadas para garantir a continuidade do atendimento aos pacientes renais.
O espaço permanece aberto para manifestação oficial dos responsáveis.

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