By: in9web | Marcos Pastor
sábado , 10 janeiro 2026
| Reage Itabuna | Marcos Pastor
Lar Economia inflação acima da meta em junho e “surpresas positivas” nos preços
Economia

inflação acima da meta em junho e “surpresas positivas” nos preços



Segundo Haddad, os efeitos dos juros altos – que estão em 13,25% – demoram a se materializar completamente, o que deve ocorrer apenas na metade do ano.

“Tem que ser muito calibrado para que o remédio não seja nem aquém, nem além da necessidade de garantir aquela [meta de] inflação, até porque, se for além, você vai ter problemas fiscais pelo lado da receita, pelo lado da atividade econômica, pelo investimento”, afirmou em entrevista à GloboNews na quarta (5).

Haddad afirmou que o governo não vai interferir na gestão do economista Gabriel Galípolo a frente do Banco Central, e que a autarquia tem total autonomia para conduzir a política monetária. Apesar da expectativa de estouro da meta, Haddad acredita que podem surgir “surpresas positivas” se a política econômica for bem conduzida.

“O choque de juros foi muito forte, então a resposta virá mais rapidamente, e penso que poderemos ter uma acomodação mais rápida dos preços”, disse.

Desde dezembro, o Banco Central vem elevando a taxa básica de juros em dois pontos percentuais, chegando a 13,25% ao ano na semana passada e a expectativa de um novo aumento na reunião de março. A ata do Copom divulgada na última terça (4) indicou que a inflação deve permanecer acima do teto da meta até meados do ano.

Haddad também defendeu a necessidade de revisar periodicamente as despesas do governo e os gastos tributários, afirmou que às vezes sente um cansaço da atividade e que “colocar ordem na rubrica A, B ou C é extenuante”. No entanto, afirmou acreditar que a maior parte das questões legislativas de interesse do Ministério da Fazenda será resolvida ainda em 2025.

O ministro também comentou a polêmica declaração sobre o valor do dólar, feita em janeiro, de que um câmbio acima de R$ 5,70 estava “caro”. Agora, ele admite que não deveria ter falado sobre o assunto.

“Foi no calor do debate”, justificou sobre a entrevista concedida à CNN Brasil em que declarou que “não compraria dólar acima de R$ 5,70 porque é caro para as condições de fundamento da economia brasileira”.

O ministro reforçou que a responsabilidade é garantir o equilíbrio macroeconômico e que o câmbio flutuante tem o papel de acomodar choques externos. Segundo ele, a intenção ao comentar sobre o câmbio era apontar que, diante dos fundamentos da economia, o dólar havia se descolado de seu patamar de longo prazo.



Source link

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Economia

Defesa de Vorcaro nega pedido de envio de investigações ao STF

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou neste sábado...

Economia

Trump blinda receitas do petróleo da Venezuela com decreto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto neste sábado...

Economia

Joesley Batista tentou convencer Maduro a se exilar na Turquia

Antes da intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na...

Economia

Auditores do TCU descartam negligência do BC sobre banco Master

Um parecer técnico sigiloso da Audbancos, unidade especializada do Tribunal de Contas...