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Itália remove IA DeepSeek das lojas de aplicativos



A Autoridade Italiana de Proteção de Dados (Garante per la protezione dei dati personali) determinou nesta quarta-feira (29) a retirada da inteligência artificial chinesa DeepSeek das lojas de aplicativos da Apple e do Google na Itália. A decisão ocorre após questionamentos sobre a forma como a empresa lida com os dados pessoais dos usuários italianos, incluindo a possibilidade de armazenamento dessas informações na China.

A medida foi tomada um dia depois de o órgão regulador italiano solicitar à DeepSeek esclarecimentos sobre sua coleta, uso e armazenamento de dados, exigindo que a empresa explicasse qual a base legal para seu funcionamento dentro das normas da União Europeia (UE). O prazo para resposta é de 20 dias, até 17 de fevereiro.

O presidente do Garante, Pasquale Stanzione, comentou a retirada do aplicativo das lojas digitais, mas não confirmou se a decisão foi diretamente relacionada à investigação em curso.

 “A notícia da retirada do aplicativo ocorreu há poucas horas, não posso dizer se foi por nossa causa ou não”, afirmou, segundo a agência italiana de notícias ANSA.

Além da Itália, a Irlanda também iniciou uma apuração sobre o funcionamento do DeepSeek em relação aos dados dos usuários irlandeses, segundo informou a Comissão de Proteção de Dados do país.

Na Europa, uma das maiores preocupações é a possibilidade de a DeepSeek armazenar dados de usuários em servidores chineses, o que poderia expor informações sensíveis ao regime comunista autoritário de Pequim. Além disso, o regulador italiano quer garantias de que a IA não representa riscos para menores de idade, que não exibe vieses problemáticos e que não possa ser usada para interferência eleitoral.

A Itália tem sido uma das nações europeias mais ativas na regulação de inteligências artificiais. Em 2023, o país foi o primeiro a proibir temporariamente o ChatGPT, alegando violações das normas de privacidade da UE. Em dezembro de 2024, a OpenAI, dos EUA e responsável pelo chatbot, foi multada em €15 milhões por questões relacionadas ao uso de dados pessoais.



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