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Política

Júri de ex-policial que matou petista entra na reta final – 13/02/2025 – Poder

O julgamento do ex-policial penal bolsonarista Jorge Guaranho, acusado de matar o guarda municipal e militante petista Marcelo Arruda, entrou na reta final nesta quinta-feira (13) em Curitiba.

Na manhã desta quinta, parentes de Marcelo se emocionaram fortemente com a manifestação dos representantes do Ministério Público. Os promotores de Justiça exibiram um vídeo em memória do Marcelo, ao som de Canção da América, com uma sequência de fotos dele ao lado de amigos, dos filhos, também registros de atos e reuniões políticas,

Aos prantos, a irmã de Marcelo, Luziana, foi amparada por Pamela Silva, companheira da vítima, e deixaram o local por alguns instantes.

Antes de exibir o vídeo ao júri, os promotores de Justiça também colocaram no telão uma foto de Marcelo com o então deputado federal Jair Bolsonaro, para enfatizar que a vítima era “um ser político que sabia dialogar com vozes divergentes”. Na época, Marcelo se mobilizava no Congresso Nacional por uma pauta ligada à área de segurança pública.

Guaranho é acusado pelo Ministério Público de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil (divergência política) e perigo comum (disparo de tiros em um ambiente com outras pessoas).

O crime ocorreu em julho de 2022 em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, mas o julgamento acontece no Tribunal do Júri da capital do estado.

Na manhã desta quinta, pouco antes das 10h, começaram os debates entre a acusação e a defesa, última etapa do julgamento antes da decisão do Conselho de Sentença, que é formado por sete jurados, quatro mulheres e três homens. Os nomes deles foram sorteados na abertura dos trabalhos, na terça-feira (11).

A expectativa das partes envolvidas no processo é que a sentença de Guaranho saia no início da tarde.

“Se o resultado do júri contrariar o que a defesa acredita ser justiça, e não vingança, com certeza a defesa vai atuar em meios recursais”, antecipou à imprensa um dos advogados de Guaranho, Eloi Dore.

Antes do início do julgamento, em rápida declaração, Guaranho afirmou que o que ocorreu foi uma fatalidade e negou que o crime tenha relação política.

Ele prestou depoimento ao júri na noite de quarta-feira (12), respondendo a perguntas dos advogados de defesa e do júri, durante cerca de duas horas. Ele não quis responder a questionamentos dos representantes do Ministério Público.

No total, nove pessoas prestaram depoimento, presencialmente e remotamente.

Nesta quinta, os representantes do Ministério Público são os primeiros a falar, por até uma hora e meia. A acusação está sendo feita pelas promotoras de Justiça Roberta Franco Massa e Ticiane Louise Santana Pereira e pelo promotor de Justiça Lucas Cavini Leonardi.

O mesmo tempo depois é reservado para a defesa do réu. Depois, as promotoras de Justiça e os advogados podem voltar a conversar com os jurados por mais uma hora cada. Assim, o tempo máximo de debates será de duas horas e meia para cada uma das partes.

Ao final, os sete jurados se reúnem para decidir o caso. Caberá à juíza, Mychelle Pacheco Cintra Stadler, proferir a sentença.

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