Estruturas de poder
“Centrão domina eleição do Congresso, cobra de Lula fatura alta e não dá garantia de apoio em 2026” (Política, 2/2). O Congresso sempre cobra. Não governam, mas mandam. Querem mais: verbas, cargos, controle. O ajuste fiscal foi enfraquecido, os supersalários blindados. Subsídios? Intocáveis. O presidente assina, mas não manda. O povo vota, mas não escolhe. O presidencialismo acabou há anos. Virou um parlamentarismo sem nome, sem regras, sem freios.
Cassio Vicinal (Goiânia, GO)
Sem reforma política seremos sempre reféns dos corruptos.
Luiz Antônio de Lima Ferreira (Guarulhos, SP)
Índices americanos
“Bolsas globais caem e dólar dispara com tarifas de Trump” (Mercado, 3/2). O mercado apostou em Trump e se deu mal, mas Trump não pode ser acusado de nada, já que anunciou em alto e bom som o que iria fazer. Os apologistas da ideologia do liberal, a direita mundial, não acreditavam que o rei estava nu, viam-no em ricas vestimentas.
Antônio João da Silva (Brasília, DF)
O mundo deveria se organizar rapidamente. União Europeia, Mercosul e Brics deveriam formar um gabinete multilateral e reformular o comércio mundial. Do contrário, quem está pedindo a mão logo vai pedir o braço e depois a soberania dos países.
Paulo Sales (Belo Horizonte, MG)
Oferta de serviço
“Mototaxistas protestam contra proibição do serviço em São Paulo” (Cotidiano, 3/2). A demanda existe porque o transporte público é precário. Eu acredito que se o transporte público fosse melhor as pessoas não se arriscariam na garupa de um estranho no trânsito pesado de SP.
Helio Araujo (São Paulo, SP)
Diversidade cultural
“Trocar Iemanjá por Yeshua não é racismo religioso” (Lygia Maria, 2/2). A música é registrada e faz parte do patrimônio cultural. Da mesma forma que não posso alterar a fachada de um prédio tombado com características barrocas para um padrão pós-moderno. Cante música gospel e seja feliz. Deixem a cultura afrobrasileira em paz!
Fabio Ferreira Lyra (São Paulo, SP)
Poluição marinha
“Poluição por esgoto em Fernando de Noronha já afeta até área do parque nacional, mostra estudo” (Ambiente, 2/2). É triste constatar que é nisso que a humanidade está se tornando: lixo. Vamos acordar!
Angela Oliveira (Brasília, DF)
Qualquer ação ou omissão de cada um tem impactos profundos na vida na Terra. A ganância não descansará enquanto não transformar a última pedra em recurso. Estamos moribundos, enfermos, cooptados por uma máquina de destruição em massa que está nos cozinhando. Para piorar, nesses tempos, a ignorância surge carismática, com líderes tiranos e infantis em políticas odiosas, a torturar e minar qualquer forma mais ampla de cuidado.
Daniel Pimentel (São Paulo, SP)
Terreno artificial
“DeepSeek muda a geopolítica de poder da IA de uma vez por todas, afirma cientista” (Mercado, 2/2). Um luxo de entrevista! Um cientista que amplia o nosso entendimento ao invés de repetir como um mantra sagrado que tudo na IA é ruim e perigoso!
Virginia Vecchioli (Santa Maria, RS)
Concordo que inteligência artificial não existe, mas por enquanto existe a mágica de obter textos rápidos sobre quase qualquer assunto sobre os quais já existem dados na ampla internet e em sistemas que foram treinados para acessá-los com extrema rapidez devido à velocidade de processamento, muita energia elétrica e algoritmos bem feitos.
Ademir Valezi (São Paulo, SP)
Sobrecarga
“O lugar de grito da filha mais velha” (Giovana Madalosso, 2/2). A exploração dessas primogênitas é tão forte que explica a pouca visibilidade da tragédia que vivem. Não têm direito a olhar para si próprias, pois foram colocadas num lugar que não é delas. Introjetam a posição de exploradas e apenas às custas de muitos gritos algumas conseguem sair da situação.
Lucia de Fatima de Queiroz (Brasília, DF)
Democracia
“Brasil, 40 anos de democracia, 40 anos no deserto econômico” (Vinicius Torres Freire, 25/1). É verdade que o Brasil não experimentou uma explosão de crescimento como o registrado durante a ditadura militar. Porém, o avanço identificado não considera o preço pago pelo país para alcançar esse índice como aumento da desigualdade social e o endividamento do setor público. Freire ignora os avanços sociais dos últimos 40 anos como a criação do SUS, a universalização do ensino fundamental, a redução do analfabetismo, o aumento de vagas nas universidades e a universalização da energia elétrica.
Carlos Zarattini, deputado federal (PT-SP) (Brasília, DF)

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