O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, que o salário-mínimo atual é baixo e defendeu a política de reajustes do mínimo atrelada à valorização do Produto Interno Bruto (PIB). Para Lula, a remuneração precisa subir.
“Não estamos fazendo esse ato de apologia ao valor do salário-mínimo. Porque o valor do salário-mínimo é muito baixo no Brasil. Estamos fazendo apologia aqui à ideia de um presidente da República que, em 1936, criou a possibilidade de se estabelecer um salário que garantisse aos trabalhadores os direitos”, afirmou.
Ao participar de cerimônia alusiva aos 90 anos da criação do mínimo, com o lançamento de medalhas comemorativas, o presidente ainda aproveitou para criticar quem não concorda com a indexação dos reajustes da remuneração à variação do PIB, em especial donos de empresas.
“Tem cara que dá mil reais de gorjeta quando vai tomar uísque e não quer pagar salário-mínimo para o povo pobre”, disse o presidente.
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O governo reajustou o valor do salário-mínimo de 2026 em 6,79%. O novo piso passou a R$ 1.621, representando um aumento de R$ 103 em relação aos R$ 1.518 que valeram em 2025. Para cada real gasto com aumento do mínimo, o governo precisa encontrar pelo menos R$ 400 milhões no orçamento, em função do efeito que o reajuste gera em benefícios pagos pela administração federal.
O salário-mínimo – na época chamado “urbano” – foi instituído por decreto-lei do então ditador Getúlio Vargas, em 1936. Mas vinha sendo uma política do regime desde os anos 1930, ainda sem amparo na legal.



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