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Lula “está muito preocupado” com rombo das estatais, diz ministra



A ministra Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, afirmou nesta quarta (5) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está atento e “muito preocupado” com o rombo bilionário das estatais brasileiras. Ao todo, as empresas do governo tiveram um prejuízo de R$ 6,3 bilhões em 2024, sendo R$ 3,2 bilhões apenas pelos Correios.

Dweck participou de uma reunião pela manhã com o presidente e representantes de bancos públicos, como Caixa, Banco do Brasil, BNDES e bancos da Amazônia e do Nordeste. As instituições levaram a Lula os resultados contábeis de 2024.

“O presidente está muito preocupado, na verdade está prestando muita atenção nas estatais. […] Ele quis que trouxessem aqui os resultados [de crédito público], trouxeram linhas de financiamento, como estão andando”, disse a ministra a jornalistas após a reunião.

Esther Dweck ressaltou que o balanço consolidado das estatais só será fechado em março e abril. De acordo com ela, o crédito no Brasil está crescendo principalmente no agronegócio, para os pequenos, médios e grandes produtores.

A ministra, no entanto, disse que os bancos públicos ainda estão planejando o plano de crédito para este ano, e não se aprofundou sobre a preocupação de Lula com as estatais.

Apesar disso, Dweck minimizou o rombo e afirmou que o balanço negativo dos Correios não afeta o Tesouro, já que a estatal opera com recursos próprios.

“É muito importante lembrar que não tem rombo. Das 11 empresas que têm déficit, nove têm lucro. Segundo, o Tesouro não vai arcar com isso. Essa é a preocupação do presidente: se as empresas estão tendo lucro ou prejuízo. O déficit ou superávit é fluxo de caixa, e é uma outra discussão. Não impacta a dívida pública”, afirmou na semana passada.

Entre as ações em andamento para tornar a empresa mais lucrativa, Santos disse que a estatal trabalha para cortar gastos, com relicitações, aberturas de concurso e revisões de contrato, por exemplo, mas também para aumentar a receita com investimentos em novas áreas do mercado nacional, especialmente na parte logística.



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