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Lar Política Motta martela o cravo e a ferradura – 11/02/2025 – Dora Kramer
Política

Motta martela o cravo e a ferradura – 11/02/2025 – Dora Kramer

O que Arthur Lira (PP-AL) tinha de incisivo na presidência da Câmara seu sucessor tem de ambíguo. Ao menos neste início de mandato, Hugo Motta (Republicanos-PB) tem se caracterizado por martelar ora o cravo, ora a ferradura.

Invoca Ulysses Guimarães (1916-1992) no “ódio e nojo à ditadura” num dia e no outro alivia o lado dos golpistas do 8/1 dizendo que vandalizaram a praça dos Três Poderes por mera arruaça. Segundo ele, por acreditarem na derrubada do governo eleito. Se a crença era na deposição forçada, o nome do jogo é tentativa de golpe, correto?

O deputado faz defesa contundente do equilíbrio fiscal, avisa que o Congresso não aceitará aumento de despesas e/ou de arrecadação, mas não faz menção a se reduzir os R$ 50 bilhões em emendas nas mãos do colegiado. Por essa ótica, contenção de gastos diz respeito ao bolso dos outros.

O jovem à frente da Câmara tinha 20 anos quando da instituição da Lei da Ficha Limpa, em 2010. Idade suficiente para ter acompanhado a movimentação nacional que venceu a resistência inicial do Parlamento à proposta de iniciativa popular e o obrigou a aprová-la por unanimidade.

Presidente da chamada “Casa do Povo”, Hugo Motta poderia prestar atenção nisso antes de comprar briga com a sociedade ao defender, na prática, a revogação da lei. Ele acha a inelegibilidade atual de oito anos “uma eternidade”. Em alguns casos, quem dera fosse eterna.

Em prol da dubiedade, no entanto, o deputado alerta que essa é uma opinião pessoal livre da obrigação de pautar o tema. Em relação ao semipresidencialismo, objeto de emenda constitucional na qual ele vê “interesse dos partidos”, parece gostar da ideia, mas adiaria sua adoção para depois de 2030.

Compreende-se o afã do estreante em sinalizar obséquio aos compromissos assumidos à direita e à esquerda para se eleger. Mas haverá a hora da cobrança, e aí pode acabar desagradando a gregos e troianos.

Problema do qual se desvia o vizinho do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cuja experiência o tem aconselhado à economia de palavras ao vento.


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