A imagem que circula nas redes sociais vai além de um registro casual. Ela revela a concentração de agentes políticos e institucionais em torno da condução da cultura pública em Itabuna, enquanto artistas locais seguem afastados dos palcos oficiais por não se alinharem politicamente.
Relatos do setor cultural indicam que o posicionamento político passou a influenciar o acesso a eventos públicos, criando um ambiente de exclusão silenciosa, medo e autocensura. Não se trata de falta de talento ou de relevância artística, mas da ausência de alinhamento com projetos de poder.
Mesmo quando o financiamento do evento é atribuído a recursos estaduais e federais, trata-se de dinheiro público, que exige critérios técnicos, impessoais e transparentes. A cultura não pode ser utilizada como instrumento político nem como mecanismo de premiação ou punição.
Esse cenário se torna ainda mais sensível diante das recomendações de órgãos de controle, que já alertaram para a necessidade de planejamento, transparência e respeito aos princípios da administração pública na realização de eventos culturais em Itabuna.
A cultura deve servir à cidade, não a projetos eleitorais.
Palco público não é espaço de alinhamento político.
É direito, diversidade e política pública.
Enquanto essas questões não são esclarecidas de forma objetiva, a imagem permanece como símbolo de um debate que Itabuna precisa enfrentar com seriedade, transparência e responsabilidade institucional.
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