A publicação divulgada pelo blogdoedyy sobre o programa Frequência News, da Boa FM, acendeu um alerta importante sobre o uso da imprensa local. O texto aponta supostos problemas internos e baixa audiência, mas apresenta uma narrativa construída sem dados concretos, sem ouvir os responsáveis pelo programa e sem qualquer evidência técnica que sustente as afirmações. Esse tipo de abordagem fragiliza a credibilidade da própria imprensa e reforça uma prática preocupante no cenário da comunicação regional.
A ausência de pluralidade de fontes e de informações verificáveis sugere que a matéria não buscou informar o público, mas servir a interesses externos ao jornalismo. No bastidor, a leitura é de que a publicação pode ter atendido a disputas por espaço no rádio itabunense, algo que, se confirmado, transforma o que deveria ser notícia em ferramenta de desqualificação.
O Frequência News é um projeto recente, ainda em fase de consolidação, apresentado por Binho Shalom, profissional conhecido pela dedicação e pela capacidade de diálogo com diferentes segmentos da cidade. Construir audiência é um processo que leva tempo, exige constância e aperfeiçoamento. Reduzir esse percurso a insinuações negativas não contribui para o debate público, apenas reforça rivalidades que nada acrescentam à comunicação local.
Também chama atenção o fato de a matéria não apresentar contexto, dados de audiência, histórico do programa ou posicionamento da emissora. A escolha por publicar um conteúdo unilateral, sem checagem mínima, empobrece o ecossistema jornalístico e levanta dúvidas sobre a finalidade real da publicação.
No rádio, como em qualquer espaço democrático, há lugar para todos. A competição deveria ser baseada em qualidade, ética e compromisso com o público, não em estratégias que tentam desestabilizar quem está começando a ocupar seu espaço. O público, aliás, é sempre o melhor termômetro. E é para ele que projetos como o Frequência News se dedicam diariamente.
Binho Shalom segue construindo seu caminho com trabalho e perseverança, enquanto a cidade acompanha. O jornalismo sério se faz com apuração, transparência e responsabilidade. Quando isso é abandonado, o resultado deixa de ser informação e passa a ser ruído. E Itabuna merece muito mais do que ruído.

Deixe um comentário