
A Câmara de Itabuna contratou um sistema completo de votação eletrônica, com instalação, manutenção mensal, operador técnico e painel interativo. O valor ultrapassa cento e cinquenta mil reais por contrato. Tudo descrito em licitações oficiais, tudo constando como serviço devido ao plenário.
Mas quem acompanha as sessões sabe que existe um problema que ninguém explica.
A última vez que o painel funcionou foi em 26 de dezembro de 2024. Desde então, as transmissões oficiais mostram o equipamento desligado em todas as sessões de 2025. Em 10 de novembro de 2025, as imagens públicas registram algo ainda mais grave. O painel não estava apenas desligado. Ele havia desaparecido fisicamente da parede do plenário.
Tem contrato. Tem previsão orçamentária. Tem obrigação técnica. Mas não tem painel.
Se o serviço foi contratado, onde está o equipamento? Se existe manutenção mensal, o que foi mantido? Se a Câmara paga por transparência eletrônica, por que o cidadão passou o ano sem ver nenhum voto na tela? E se o painel foi retirado, onde está o termo de retirada, o relatório de substituição ou a justificativa oficial?
Essas perguntas não são retóricas. São questões básicas de transparência pública.
Quando o dinheiro é público, a resposta não é opcional.

Informatizado de Aplicativo de Votação Eletrônica para instalação, configuração, cessão e manutenção mensal de (painel eletrônico) de votação interativo, bem como 21 estações de votação e sistemaintegrado de gestão de sessões em Plenário e voto eletrônico, incluindo operador para o painel de votação interativo, com objetivo de modemizar os processos legislativos da Câmara Municipal de Itabuna/BA.

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