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ONG diz Pochmann coloca “em risco” credibilidade do IBGE



A ONG Transparência Internacional Brasil afirmou que o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, coloca “em risco” a credibilidade da instituição. A entidade defendeu que os servidores “continuem resistindo à politização”. Os protestos contra a gestão de Pochmann ocorrem desde setembro do ano passado.

“O IBGE é uma instituição respeitada internacionalmente. Ela cumpre função essencial de produção e transparência de dados vitais sobre e para o país. Por isso, é extremamente preocupante que o atual presidente possa colocar essa credibilidade em risco”, disse a ONG, em nota divulgada nesta quinta-feira (30) nas redes sociais.

Mais cedo, servidores da área de comunicação do IBGE acusaram Pochmann de ser um “presidente paralelo” que usa os canais oficiais do instituto e “turnês oportunistas pelo país” para se promover politicamente. Cerca de 300 servidores assinaram o manifesto divulgado nesta sexta (31) contra a atual gestão.

“Na Argentina, o INDEC, equivalente ao nosso IBGE, foi sequestrado politicamente durante os governos kirchneristas. Com isso, passaram a ocorrer apagões de dados e denúncias de manipulações, destruindo a reputação do órgão e, com isso, a credibilidade internacional da Argentina”, apontou.

“É fundamental que os funcionários do IBGE continuem resistindo à politização e que a sociedade e as instituições brasileiras se juntem a essa defesa”, acrescentou a entidade.

A criação de uma fundação pública de direito privado, o IBGE+, vinculada ao instituto foi uma das iniciativas que deram início a insatisfação dos servidores com Pochmann

O estatuto da nova entidade permitiria a realização de trabalhos para organizações públicas e privadas, o que provocou críticas internas e levou a fundação a ser apelidada de “IBGE paralelo”.

Na tentativa de diminuir a tensão, o Ministério do Planejamento e o instituto suspenderam temporariamente a criação do Fundação IBGE+. A decisão, anunciada nesta quinta (30), parece não ter surtido efeito.

Na quarta (29), Pochmann minimizou as críticas sobre a sua gestão e o pedido de afastamento apresentado pela oposição contra ele. “Há questionamentos e resistência, que são normais numa gestão democrática. Só numa gestão democrática é possível haver manifestações. Diante do subfinanciamento, é necessário tomar decisões”, disse em evento de lançamento do plano de trabalho do IBGE para 2025.



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