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se ele cobrar 50 de nós, vamos cobrar 50 deles



Em entrevista concedida nesta quinta-feira (10) à Record, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou o tarifaço anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, contra o Brasil. Em tom de enfrentamento, o petista declarou que “se ele cobrar 50[%] de nós, vamos cobrar 50[%] deles”, comentando sobre a guerra comercial.

Lula afirmou que a relação entre Brasil e Estados Unidos segue amistosa há 201 anos. Disse ainda que o Brasil é uma nação pacífica, que “não entra em conflito com outros países”. No entanto, adotou um tom crítico ao comentar a postura de Trump.

Segundo ele, “se o que o Trump fez no Capitólio ele tivesse feito aqui no Brasil, ele estaria sendo processado como o Bolsonaro e arriscado a ser preso”. A fala faz referência à invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Na ocasião, apoiadores de Trump protestaram contra o resultado das eleições americanas, que consideravam fraudadas.

Lula também rebateu críticas sobre violações de direitos humanos praticadas por autoridades brasileiras, especialmente no STF. Ele afirmou que o Brasil é soberano e que “quem quiser fazer negócio no Brasil deve respeitar as leis brasileiras”.

De acordo com o petista, “os EUA devem respeitar a soberania e a justiça brasileira, assim como eu respeito a justiça americana”. A fala surge como resposta a denúncias feitas por congressistas republicanos sobre censura a cidadãos brasileiros, inclusive no exterior.

Lula também negou interferência no Judiciário. Disse que o STF atua de forma independente e que seu governo respeita essa autonomia.

Ao tratar da balança comercial entre os dois países, Lula afirmou que os EUA saem mais beneficiados do que o Brasil. Para ele, Trump utiliza medidas protecionistas não apenas contra o Brasil, mas contra o mundo inteiro.

O petista ainda atribuiu a culpa pelo tarifaço ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Segundo Lula, foi a influência do deputado licenciado sobre Donald Trump que convenceu o presidente americano a taxar o Brasil.



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