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Serviços recuam 0,9% em novembro por transportes e atividades administrativas



O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta quarta (15) que o setor de serviços no país teve uma queda de 0,9% em novembro do ano passado na comparação com outubro, provocada por um recuo nos segmentos de transportes e atividades administrativas.

No entanto, no acumulado do ano, o setor acumula alta de 3,2% na comparação com o mesmo período de 2023 e de 16,9% acima do registrado no período pré-pandemia. Isso indica uma forte recuperação da época da emergência sanitária.

“A despeito da concentração setorial de taxas negativas, vários segmentos mostraram perda de receita nessas duas atividades, com recuos do transporte de cargas e de passageiros, no primeiro setor, e nas atividades jurídicas, em serviços de engenharia e consultoria em gestão empresarial, na última”, disse Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE.

O transporte de passageiros recuou 3,4% em novembro, ficando 7,9% acima do nível pré-pandemia, mas 16,6% abaixo do pico registrado em fevereiro de 2014. Já o transporte de cargas caiu 1,4%, permanecendo 34,2% acima do nível pré-pandemia, mas 6,6% abaixo do recorde de julho de 2023.

Por outro lado, segmentos como informação e comunicação (1%), outros serviços (1,8%) e serviços prestados às famílias (1,7%) tiveram avanços na comparação com outubro de 2024.

Na comparação com novembro de 2023, o setor de serviços avançou 2,9%, marcando o oitavo resultado positivo consecutivo. Quatro das cinco atividades pesquisadas contribuíram para esse crescimento:

  • Informação e comunicação: 6,6%;
  • Transportes: 2,7%;
  • Serviços prestados às famílias: 5%;
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 0,4%.

O único resultado negativo veio de outros serviços, que recuaram 1,0%, impactados por quedas em atividades financeiras auxiliares e coleta de resíduos.

No acumulado de 2024, o setor cresceu 3,2% em relação ao mesmo período de 2023, com destaque para informação e comunicação (6,4%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (6,7%). Segundo Lobo, o protagonismo do setor de tecnologia é evidente, com avanços em telecomunicações (5,2%) e serviços de TI (7,9%).

Turismo recua em novembro

As atividades turísticas, que haviam atingido seu maior volume histórico em outubro, recuaram 1,8% em novembro. Apesar da queda, o segmento está 11,1% acima do patamar pré-pandemia.

“A alta dos preços das passagens aéreas em novembro exerceu uma pressão negativa importante sobre a receita real das companhias aéreas, o que acabou trazendo um reflexo negativo relevante sobre o indicador especial de turismo neste mês”, completou Lobo.

Entre os estados, São Paulo (-2,6%) liderou as retrações, seguido por Paraná (-2,3%) e Pará (-6,9%). No entanto, houve crescimento no Rio Grande do Sul (6,6%) e Rio de Janeiro (0,8%).

Em relação a novembro de 2023, o turismo cresceu 9,2%, com altas em 15 das 17 unidades federativas pesquisadas, incluindo São Paulo (7,9%) e Santa Catarina (15,9%).



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