O grupo E, cuja disputa chega ao fim nesta quarta-feira, pode levar às oitavas do Mundial mais um clube fora do eixo Europa-América do Sul. O Monterrey-MEX só precisa vencer o já eliminado Urawa Reds-JAP, às 22h (de Brasília), e torcer para que haja um vencedor no confronto entre Inter de Milão e River Plate, no mesmo horário. Quem lidera os mexicanos nesta missão é o veterano Sergio Ramos. Se tiverem sucesso, eles se juntam ao Inter Miami, de Messi e Suárez, entre as zebras do mata-mata.
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O protagonismo destes jogadores é simbólico. Ilustra como a Copa de Clubes se destaca também como o torneio das estrelas dos anos 2010. Astros que ocuparam o topo da pirâmide do futebol na década passada perderam a juventude, mas conseguem manter nível físico suficiente para seguirem importantes. Mais que isso: decisivos.
Aos 38 anos, Messi sofreu a falta e fez o gol da vitória do Inter Miami sobre o Porto. Já Suárez, com a mesma idade, marcou um golaço no empate com o Palmeiras. O time americano ainda conta com os espanhóis Jordi Alba, campeão de tudo no Barcelona e da Eurocopa-12 pela seleção, e Sergio Busquets, outro que venceu tudo pelo clube catalão e pela Espanha na década passada.
O protagonismo de Sergio Ramos na campanha do Monterrey não é menor. O zagueiro campeão do mundo em 2010 e que levantou 25 troféus por Real Madrid e PSG foi o autor do gol no empate dos mexicanos com a Inter de Milão e um dos pilares defensivos no 0 a 0 com o River Plate. As 39 anos, ele chegou no começo do ano e rapidamente assumiu a braçadeira e a liderança técnica do time.
Para alguns destes astros, o torneio é uma espécie de última dança em competições mundiais. São os casos de Suárez e de Cavani, seu companheiro na seleção uruguaia nas Copas de 2010, 2014 e 2018 e hoje no Boca Juniors. É também a situação do atacante Giroud, multicampeão por Arsenal e Chelsea, campeão mundial com a França em 2018 e hoje no Los Angeles FC. No clube americano, ele tem a companhia do goleiro Hugo Lloris, com quem ergueu a taça do mundo pela seleção na Copa da Rússia.
Em alguns casos, o Mundial também marca o fim do ciclo nos clubes. O argentino Di María faz as últimas partidas pelo Benfica; já Thomas Müller se preparara para o adeus ao Bayern depois de 25 anos de clube; Modric vive os últimos momentos com o Real Madrid. Despedir-se com um título como esse pode ser o último grande ato na carreira como jogador de alto nível.

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