Em entrevista recente, o presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania atribuiu à primeira-dama e pré-candidata a deputada estadual Andreia Castro a criação do chamado “acesso solidário” para evento público em Itabuna.
Na prática, quem levar alimentos, produtos de higiene ou ração terá entrada mais rápida no evento, inclusive na fila de revista da Polícia Militar da Bahia. Chame-se como quiser, o efeito é diferenciação de acesso entre cidadãos.
O problema não é a doação. É o condicionamento de vantagem em evento financiado com recursos públicos, o que fere princípios básicos como isonomia e impessoalidade.
Também causa alerta a associação direta da ação à figura de uma pré-candidata, em contexto pré-eleitoral, transformando política pública em vitrine pessoal.
Evento público deve garantir acesso igualitário. Solidariedade não pode servir de atalho nem de estratégia política.
Fiscalizar isso não é polêmica.
É interesse público.

Só disse verdades, parabéns!